Em 2008, o consenso da Rinite Alérgica e Impacto na Asma (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma – ARIA) desenvolveu um novo sistema de classificação, com vista a caracterizar a rinite alérgica e o respectivo impacto na qualidade de vida dos doentes, de acordo com a duração da doença (intermitente ou persistente) e intensidade dos sintomas:
A rinite alérgica é um problema de saúde global. É uma doença frequente em todo o mundo que afecta pelo menos 25% da população e com crescente prevalência. Embora a rinite alérgica não seja habitualmente uma doença grave, interfere na vida social dos doentes, afecta o rendimento escolar e a produtividade no trabalho.
Para além disto, os custos imputáveis à rinite são substanciais. Relativamente à duração dos sintomas, a rinite alérgica classifica-se em:
Intermitente | Persistente |
Sintomas presentes < 4 dias por semana ou < 4 semanas | Sintomas presentes > 4 dias por semana e > 4 semanas |
Dependendo dos sintomas e da interferência na qualidade de vida consideram-se 3 graus de gravidade:
Ligeira | Moderada-Grave |
Sono normal e: • Sem limitação nas actividades diárias, desportivas e de tempos livres • Sem limitação nas actividade laborais e escolares • Sem sintomas perturbadores | Uma ou mais situações • Alterações no sono • Alterações nas actividades diárias, desportivas e de tempos livres • Interferência na actividade laboral ou escolar • Sintomas perturbadores |
Quer seja intermitente ou persistente, a rinite alérgica distingue-se acima de tudo por ser resistente aos tratamentos sintomáticos.
O diagnóstico possibilita a determinação do grau de intensidade da doença e a definição de uma estratégia de tratamento, com base na respectiva gravidade.