Comprimidos sublinguais: uma nova era na imunoterapia alergénica
Em caixa: Os comprimidos constituem uma etapa importante na prática da alergologia. Não só constituem uma evidência sólida da eficácia e segurança da imunoterapia sublingual, como representam um progresso real para os doentes.
A imunoterapia alergénica na forma de comprimidos tem sido objecto de um plano inigualável de desenvolvimento clínico, de acordo com as novas directivas da EMA (Agência Europeia de Medicamentos), de 2009, relativas aos seguintes aspectos:
Assim, a imunoterapia alergénica na forma de comprimidos foi registada em toda a Europa como uma especialidade farmacêutica.
Para além de oferecer níveis inigualáveis de Medicina Baseada em Evidências aos especialistas na área, estes comprimidos satisfazem ainda os requisitos dos doentes, em termos de conveniência e simplicidade de administração. Assim, os melhoramentos galénicos introduzidos conduziram a uma maior adesão ao tratamento, um factor vital para a respectiva eficácia.
Actualmente, a imunoterapia alergénica na forma de comprimidos encontra-se apenas disponível para o tratamento de alergias ao pólen das gramíneas, encontrando-se em curso o desenvolvimento de outros comprimidos (alergias aos ácaros e pólen de bétula, etc.).
Comprimidos para o tratamento de alergias ao pólen de gramíneas: dose e modo de administração
O tratamento deverá ser receitado e iniciado por um alergologista qualificado, com experiência no tratamento de doenças alérgicas.
A dose habitual corresponde a um comprimido por dia, tomado em casa. O comprimido deve ser mantido sob a língua durante pelo menos 1 minuto (até se encontrar completamente dissolvido), sendo depois engolido.
Existem vários protocolos de administração para os comprimidos imunoterapêuticos sublinguais, consoante os tratamentos disponíveis:
De acordo com as recomendações da OMS1 , a duração total da imunoterapia alergénica sublingual é de 3 a 5 anos, ou 3 a 5 épocas polínicas consecutivas, no caso do protocolo pré-cosazonal.
1Bousquet J, Lockey RF, Malling HJ. et al. Allergy 1998; 53