A rinite alérgica grave constitui uma barreira à realização pessoal dos doentes. Para além dos sintomas clássicos de espirros, rinorreia e congestão nasal, esta doença exerce um profundo impacto na vida quotidiana, uma vez que afecta o sono, a vida social e o desempenho escolar e profissional1.
A rinite alérgica grave também origina alterações do estilo de vida: alterações no meio habitado pelo doente e consequências adversas para a prática de actividades desportivas. O impacto da rinite alérgica na vida quotidiana origina custos indirectos para a economia, o que evidencia a necessidade de melhorar o tratamento destes doentes. No entanto, só recentemente foram tidos em consideração os efeitos da rinite alérgica na qualidade de vida dos doentes e a necessidade de uma medicação regular. O tratamento destes doentes é insuficiente.
1 Bousquet J. et al. Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA).Allergy 2008: 63 (Suppl. 86): 8–160
Desconforto diário
2 Demoly P. et al. Physician and patient survey of allergic rhinitis in France: perception of prevalence, severity of symptoms, care management and specific immunotherapy. Allergy. 2008: 63: 1008–1014
3 Opinion Way – CFOA – Abril de 2007
4 Opinion Way – CFOA – Abril de 2007
5 Opinion Way – CFOA – Junho de 2008
6 CFOA Dezembro de 2009 – Entrevista telefónica exclusiva da CSA / CFOA, conduzida a 30 de Setembro e 1 de Outrubro de 2009
As consequências insuspeitadas das doenças respiratórias na infância 1,2,3,4
A rinite alérgica exerce um impacto negativo no desenvolvimento maxilo-facial e na ventilação nasal ou oral das crianças, sendo capaz de influenciar a morfogénese. A congestão nasal afecta o desenvolvimento do maxilar superior, conduzindo a um posicionamento incorrecto da língua, impossível de ser corrigido através de tratamento ortodôntico.
A congestão nasal afecta também a capacidade de alcançar um sono reparador, o que provoca astenia e irritabilidade.
Finalmente, a congestão nasal poderá afectar os bronquíolos ou provocar otites, que poderão afectar a audição.
1 Cole P. et al. The respiratory role of upper airways. A selective clinical and pathophysiological review. St Louis. Mosby Year Book. 1993
2 Berthet A. et al. Interception précoce des dysfonctions oro-faciales: pourquoi et comment? Chir. Dent. Fr. 2001. 1046: 40-44
3 Kerosuo H. et al. The role of prevention and simple interceptive measures in reducing the need for orthodontic treatment. Med. Princ. Pract. 2002; 11 supl. 1: 16-21
4 Deniaud J. et al. Ventilation nasale et dimension verticale: étude clinique et fonctionnelle. Orthod Fr. 2003;74:285-313